BIOGRAFIA

Paulo Gaiad (1953 – 2016) viveu e trabalhou em Florianópolis desde 1981. Antes da vida na ilha catarinense, Gaiad seguiu seus estudos em Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília e na Universidade de Oslo (Noruega), e, quando em São Paulo, trabalhou com Vilanova Artigas, ícone da arquitetura moderna. Desde o final da década de 1970 o artista participou de exposições coletivas como no XXVII Salão de Belas Artes (Piracicaba, SP) em 1979, na Galeria Atelier (SP) em 1981 e, em 1987, no 8o Salão de Novos Artistas do MASC (SC). Será ainda em 1987 que Paulo Gaiad irá realizar sua primeira exposição individual no Ecco Club/Galeria Espaço de Arte, em Florianópolis, da qual se seguiram cerca de 24 exposições, somadas às mais de 30 coletivas em vida. Em 1989 o artista ganhará seu primeiro prêmio internacional “Cubo de Prata”, da Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, que será acompanhado nos próximos anos pelos prêmios do 47º Salão Paranaense (1990), prêmio da Fundação Catarinense de Cultura (1992), prêmio Cultura Viva (1997) e prêmio VI Salão Victor Meirelles (1998), e também, por indicações para Salões Nacionais (1991, Museu Nacional do Rio de Janeiro). Desde sua primeira fase como artista, Paulo Gaiad foi convidado para residências artísticas internacionais, a exemplo da oferecida pelo Instituto Goethe (1994), fato que o levou a sua primeira exposição internacional.

Configurando-se desde então seus arquivos de obras e processos, Paulo Gaiad causa grande interesse nos estudos acadêmicos, logo sendo transformado em tema de projetos audiovisuais, como “Paulo Gaiad, matéria da consciência” produzidos pela UDESC em 1996, “Paulo Gaiad, projeto artistas visuais catarinenses” pela UFSC em 2002, “gesto e linha” (dir. Katia Klock) de 2007, e participando de “O museu e a escola”, filmando pelo MASC/Fundação Vitae em 2001. À Paulo Gaiad também foram dedicados vários estudos, engendrando uma fortuna crítica que engloba artigos, teses, monografias e dossiês, como o da Revista Punctum (UFSC), lançado em 2014. Críticos importantes da arte brasileira como Tadeu Chiarelli, Katia Canton e João Evangelista de Andrade escreveram sobre o artista, e, junto com estes, torna-se relevante relembrar que grandes artistas brasileiros(as) e internacionais foram partícipes em séries de obras produzidas por Paulo Gaiad.

Desde o início de sua carreira, além da constante presença no sul e sudeste brasileiros, se seguiram mostras e residências artísticas em diversos países, como França, Alemanha, Espanha, Croácia, Macedônia e Holanda. Registram-se ainda obras suas em acervos públicos tanto em território internacional como nacional, dentre eles os acervos do Kunst Haus Welker, (Heildelberg, Alemanha), Museu dos Bandeirantes (SP), Museu da Arte Contemporânea do Paraná (PR), Museu de Arte de Santa Catarina (SC), Museu da Estação (PR), Museu Victor Meirelles (SC) e IPHAN — Florianópolis (SC).

Ainda nos anos de 1990 seus processos artísticos já se solidificam em torno de reflexões sobre memória e espaços de vivências — sendo a fatura o agente seletivo dos suportes usados pelo artista, cuja variação equivale à sua incessante renovação criativa.

Em 2016, será realizada a sua última exposição em vida Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad na Fundação Cultural Badesc em 2016, a qual inaugura, em 2018, um espaço que carrega o nome do artista. Desde a sua morte repentina, algumas manifestações poéticas serviram para manter vivo o arsenal de imagens construídas por Paulo Gaiad na memória e na história da arte brasileira. Assim, em 2019, é dado início ao projeto de reconstrução de um acervo físico e virtual do artista (www.paulogaiad.com), sendo o primeiro fruto deste trabalho em equipe, a exposição Paisagens Gaiadianas I: Arquivos Visuais de Paulo Gaiad (1981-1999).

Equipe Técnica
Acervo Artístico Paulo Gaiad

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Biografia